Monthly Archives: Janeiro 2012

A última palavra

    São vários os que querem ficar com a última palavra, uns com mais legitimidade, outros nem por isso, acabam os três por se denegrir na actuação pública e

  1.  A FENPROF (Federação Nacional de Professores), liderada por Mário Nogueira, membro da CGTP, decidiu novamente adoptar a sua agenda reivindicativa, traiçoeira e dissidente. Hoje, declarou-se oficialmente contra a Revisão da Estrutura Curricular, posta à discussão pública durante cerca de um mês e meio. Para além do mais, exigiu a imediata suspensão do processo e a sua anulação. Ora, tal acção mostra o completo desprezo que a FENPROF tem pelas normas democráticas. Depois de receber quase 900 contributos por escrito, mais ainda os inúmeros Directores, Associações e Sindicatos que conferenciaram com o Ministério e/ou com a Comissão da Educação na Assembleia da República, a FENPROF acha-se omnipotente para que no último dia de consulta pública – hoje – venha emitir declarações elementares que já tinham sido proferidas informalmente há um mês pelo próprio Mário Nogueira. Esta deslealdade democrática é sintomática da agenda revanchista dos Comunistas que nunca perdoaram a «contra-revolução fascisto-burguesa» em Portugal.

  2.  No artigo anterior, afirmei que Portugal enfrentava hoje uma transição democrática idiossincrática. Tal situação foi propulsionada pela impertinente ubiquidade de António José Seguro. A acção política do líder socialista tem sido de sistematicamente de vir a público e comentar de tudo um pouco. Resultado? Afirmações bacocas, ao reboque de outros políticos, normalmente já com dois a três dias de atraso, culminando sempre em discursos redundantes. João Galamba, deputado socialista que tem feito uma oposição digna do maior partido de oposição, tem, por exemplo, mais pertinência e mais rigor naquilo que diz. Porque é que Seguro insiste em ter a última palavra? Por dois grandes motivos. Primeiro porque está comprometido com o Memorando de entendimento entre o Estado Português, PS, PSD e CDS com a Troika (CE,BCE,FMI). Tal situação  diminui em muito o leque de escolhas de Seguro, logo necessita de conciliar «os valores» do PS com a actuação política de Sócrates, tentando passar pelos pingos da chuva sem protagonismo político. Segundo, porque não demonstrou ainda ter um projecto governativo alternativo, capaz de subverter a actual situação através de outras medidas que não a austeridade lunática. Para tal seria preciso olhar para Portugal e para a Europa em simultâneo, tal mundividência só vejo no incasável Mário Soares. Até há quem diga que de oposição séria e construtiva já só há o pobre (em muitos sentidos ao que parece) Presidente da República.

  3.  A Chanceler Alemã oficializou as suas pretensões expansionistas. O Reich irá posicionar (ou pelo menos tentar) os seus fanáticos da Schutzstaffel Orçamentais no Athensbunker. A partir de lá, o Orçamento Grego terá uma só função: reencaminhar todo o dinheiro para os Estados e bancos credores. A prioridade será saldar as dívidas gregas, mesmo que isso arraste a Grécia para uma recessão sem fim que não vai nada mais que diminuir as receitas dos Estado grego e prolongar a Großdeutschland ou Vierte Reich. Assim, Berlim tem sempre a última palavra ao transmutar as soberanias nacionais em tutelas alemãs. Berlim também pondera montar postos avançados de batimento de terreno em Lisboa, Madrid e Roma, para que os kapos locais se mantenham disciplinados e continuem com os seus programas de holocausto económico. Entretanto no centro da Europa, a Führer alemã, montou já o governo de fachada Vichy-Sarkozy, na medida em que o Presidente francês vai a reboque do blitzkrieg orçamental da Alemanha, preterindo qualquer inovação política sua. Tal como na década de 40, o Reino Unido e a Europa Continental dissidem brutalmente, sendo o projecto de homogeneização orçamental da Alemanha – o Lebensraum – o âmago da discórdia. Felizmente os Führers e Duces não sobreviveram à voragem do tempo.

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Síndroma Carrilho

   Há uns anos, quando José Sócrates ainda era primeiro-ministro, os meus avós perguntaram-me se sabia como se chamava o ministro que «destilava veneno por todo o lado». Referiam-se então ao Ministro Augusto Santos Silva, que fora ministro da Educação e da Cultura com Guterres, dos Assuntos Parlamentares e da Defesa Nacional com Sócrates, mas mais conhecido por ser o ideólogo do regime que vigorou no período 2005-2011. Santos Silva gosta de «malhar à esquerda» e foi sempre um aguerrido fã da retórica em detrimento do conteúdo. Ora, propus então aos meus avós ouvirem na TVI24 o Manuel Maria Carrilho, ex-ministro socialista que tinha ocupado a pasta da Cultura com Guterres, que se assume um anti-Sócrates e logicamente, um anti-Santos Silva. Disseram-me que apesar de não gostarem do Primeiro-ministro, também não queriam ouvir um homem que só sabe criticar sempre a mesma pessoa, nos mesmos aspectos e moldes.

   Sócrates foi um líder impactante, fruto de uma maioria absoluta sólida vinculada à vontade de uma «fera» e a um partido pouco crítico e submisso. Suas políticas foram audazes e corajosas, embora a partir de 2007 tenham em muito resvalado para a manutenção do status quo e para a conivência com a corrupção e com o clientelismo. Ainda assim, muitas reformas foram feitas durante a primeira legislatura. Se não tivessem sido implementadas, e deixássemos o país a boiar num mar encoberto até à crise internacional de 2007, hoje Pedro Passos Coelho estaria a fazer um esforço orçamental ainda maior. Dir-me-ão que Sócrates foi o principal responsável pelo galopar descontrolado da dívida pública e eu dar-vos-ei razão. Dir-me-ão que Sócrates usou esquemas financeiros para «dopar» a nosso défice e dar-vos-ei razão. Dir-me-ão que Sócrates hipotecou o futuro de Portugal e do Estado através das Parcerias Público-Privadas megalómanas e criminosas e eu dar-vos-ei razão. Porém, não querer reconhecer o mérito da racionalização da Administração Pública, das Escolas, do Sistema Nacional de Saúde; não querer reconhecer o mérito do Simplex, das Novas Oportunidades, do Plano Tecnológico; não querer reconhecer o mérito da reforma da Segurança Social, da criação da Rede de Cuidados Continuados e Paliativos ou do programa Parque Escolar é de uma idiossincrasia fascinante. Chamo-lhe de Síndroma Carrilho. Refere-se a uma patologia que, ao despertar da crise internacional e das dificuldades estruturais da economia e das finanças públicas portuguesas (que tinham sido prontamente ignoradas até 2007), contaminou de imediato toda a opinião pública, isolando por completo os deputados e militantes socialistas que se viam vinculados à disciplina de voto. De repente tudo era culpa de Sócrates.

   Não nos enganemos. O reformismo (bom ou mau) patente no governo de Passos Coelho vai muito além do que foi o reformismo de Sócrates, que se conspurcou de erros por arrogância, por caciquismo partidário e por uma total inépcia em fazer políticas consistentes, sem o glamour da retórica ou das inaugurações para a comunicação social. No entanto, por alguma razão, estamos em 2012 e ainda esta semana o Secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, culpou o governo de Sócrates por um acréscimo da despesa do Estado no último trimestre de 2011 (que afinal não existiu). Ainda na mesma semana, volta o campeão da cartilha anti-socrática, Manuel Maria Carrilho, para bradar em alto e bom senso que Sócrates e Sarkozy são iguais. Até faz uns jogos de palavra patéticos (Socrazy e Sarkotes), somente dignos de uma pessoa em rápida perda das suas capacidades cognitivas, não compreendendo o burlesco da sua exposição pública.

   Infelizmente o Síndroma Carrilho é algo demasiado vulgar entre a população portuguesa. Entre aqueles que fazem questão de sempre mencionar as aspas apensas à palavra Engenheiro ou os outros que por reacção formaram um grupo de impenetráveis e acéfalos Socráticos, Portugal vive à deriva num período de transição democrática. O debate público ganhou algum ânimo através das louváveis consultas públicas que este governo tem feito e através da participação cívica de fundações como a Fundação Francisco Manuel dos Santos, todavia, nos meios de comunicação social o escrutínio esmoreceu-se consideravelmente. Vivemos hoje condicionados pelas directrizes da Troika e do Governo PSD/CDS. Ainda assim, creio que uma a tributação extraordinária dos subsídios dos trabalhadores do sector privado jamais faria uma manchete equivalente à do fantasma de Paris, que depois de ter sido nutrido nas cabeças dos jovens portugueses, despertaria novamente o entorpecimento da verdade em benefício da raiva, da injúria e do deliro, ou seja, o Síndroma Carrilho.

A praga do Eduquês

   Lembro-me de um momento ímpar na televisão portuguesa. O deputado ressabiado João Galamba do PS e o cronista do Expresso e ex-dirigente do Bloco de Esquerda, Daniel Oliveira, associaram-se para apelidar o Ministro da Educação e Ciência como talibã da educação, aquando da formação de governo. Ambos descreveram o pensamento de Crato como reaccionário, antiquado, vinculado à política de educação do Estado Novo mas redesenhada para servir os interesses do Neo-liberalismo. Segundo os mesmos, Crato advoga uma escola de autómatos, aspira somente satisfazer as necessidades de mercado de emprego e ignora a problemática da cidadania e do humanismo.

   Um observador atento e crítico (apanágios que infelizmente não caracterizam os senhores citados) perguntar-se-iam primeiro pelo motivo de tanto veneno, de tanta raiva conduzida contra Nuno Crato. Este facto alicerça-se no  profundo e inquebrantável dogmatismo que tem sido a ideologia dominante na pedagogia portuguesa das últimas décadas. Estes “pedagogos” românticos e construtivistas elaboraram uma mixórdia (digo mixórdia porque o pensamento expresso está longe de estar organizado e sistematizado).

   A pedagogia romântica e construtivista evoca a Teoria da Recapitulação Ontofilogenética (lei científica que afirma que o desenvolvimento do embrião repete o desenvolvimento evolucionário da espécie a qual pertence passando por etapas que se assemelham aos seus ancestrais na fase adulta), transpondo-a para o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. Assim, defendem que a criança irá recapitular as fases de evolução científica e humanística durante o seu crescimento. Um dos defensores desta teoria, Agostinha da Silva, dizia:

“[…] da criança nada há a exigir senão que se desenvolva segundo o seu ritmo e toda a interferência tiranizante do indivíduo adulto, que vive conforme um ritmo completamente diverso, não lhe pode ser senão prejudicial;”

    O que seria de nós hoje se Galileu, Copérnico, Darwin ou Freud não tivessem tido instruções escolares? Um documento oficial que apoiava firmemente esta tese era o Currículo Nacional do Ensino Básico: Competências Essenciais que era um colectânea de afirmações vagas, imprecisas, nada científicas, que bem podiam integrar um curso de fotografia ou de gestão. Felizmente foi revogado, e o programa de cada disciplina é hoje hegemónico e autónomo, livre destes constrangimentos ideológicos.

    Ainda dentro desta teoria afirma-se que a memorização e a automatização de alguns raciocínios devem ser preteridas, dado que isso não contribui para a resolução de problemas práticos da criança. Para além disso, estes pedagogos reafirmam a necessidade da criança compreender a utilidade de tudo o que aprende, e caso não o puder, tal conhecimento não lhe deve ser ensinado. Apenso a este paradigma inclui-se um desprezo pelo raciocínio abstracto e teórico, em prole de um concreto e localizado. Os pedagogos românticos justificam as suas escolhas na medida em que promovem as competências como a capacidade crítica, em detrimento da retenção de conteúdos e conhecimentos.

        “O papel do professor não é pois de transmitir ideias feitas aos alunos mas de os ajudar, através das tarefas apresentadas, a construir os seus próprios conhecimentos. […] Sendo assim, o professor deverá respeitar sempre a opinião do aluno e, mesmo quando esta é incorrecta, evitará emitir sobre esta um juízo de valor.”

   Então se o aluno chegar a conclusões erradas não deve ser corrigido? Desde quando é que existe uma Matemática, uma História, uma Gramática para cada aluno? De que maneira é que isto contribui para a comunicação e compreensão da realidade exterior?

        “A aprendizagem da simbologia escrita deve ser feita depois de efectuada a compreensão oral dos problemas […].”

   A segunda afirmação é amplamente condenada por professores e psicólogos que compreendem a necessidade de introduzir a simbologia como meio para a resolução dos mais variados tipos de problemas. Alunos que aprendam com laranjas e pauzinhos a fazer contas têm posteriormente mais dificuldade noutros raciocínios mais elaborados do que aqueles que aprenderam de imediato com a simbologia numérica. Outra objecção colocada é de que a interiorização de conhecimentos ou «ideias feitas» não contribui para o desenvolvimento do aluno. Pelo contrário! Estes pedagogos que têm um grande amor pela capacidade crítica desprezam-na efectivamente ao pensar que esta é manuseável no vazio. Citando Karl Popper:

        “[…] a verdade é que não pode haver uma fase crítica sem uma fase dogmática precedente, uma fase em que algo se forma – uma expectativa, uma regularidade, um comportamento –, de tal maneira que se possa começar a trabalhar na eliminação do erro.”

   Pretende-se formar sofistas bacocos, vazios de qualquer ideia! De que maneira é que alguém poderia ser crítico quanto à implantação da República se não dominasse as «ideias feitas» como liberalismo, parlamentarismo, jacobinismo, sidonismo, entre outros? O mesmo se passa na matemática. Que seria dos nossos estudantes se estes tivessem de descobrir por si próprios o teorema de Pitágoras ou sistema de Eixos Cartesiano. Esta pedagogia advoga as “narrativas matemáticas”, “matemática em contexto” (métodos que eliminam por completo o ensino abstracto e generalizante), culminado nuns radicais que querem substituir a Matemática pela Educação Matemática. Veja-se alguns dos seus escritos.

        “[…] a ênfase na Matemática escolar deve ser colocado [sic] na educação matemática (dos jovens) e não no ensino de (elementos de) Matemática.”

        “[…] a disciplina de Matemática deve ser eliminada dos currículos do ensino básico. […] Seja criada a disciplina de educação matemática […] o essencial da disciplina não será a Matemática mas o seu uso.”

   Ora, vemos bem as consequências perigosas destes raciocínios. Poderiam destruir uma geração inteira de alunos, que ficaria depauperada de capacidades abstractas, teóricas e generalizantes, essenciais para as aprendizagens futuras. Se a isto juntarmos o desdém pela aprendizagem de automatismos (como ler, escrever, contar e tantos outros) a educação estaria destruída em Portugal.

   É com prazer que vejo que o Nuno Crato está a implementar as mudanças que defendeu em variados programas, intervenções e livros. As disciplinas essenciais saíram reforçadas, as áreas não-curriculares irão desaparecer, os exames manter-se-ão mas com mais exigência (reformulação total do GAVE) e incidindo em mais anos de escolaridade, os conteúdos voltarão a ser preponderantes por relação às competências e as escolas terão mais liberdade e autonomia para adaptarem a sua realidade pedagógica às necessidades dos educandos. Ainda assim existem uns quantos que em vez de reflectirem preferem vociferar e nada propor para melhorar. Como o ditado diz, os cães ladram e a caravana passa.

Boys, maçons e ratings

1. Ouvi dizer que há por aí um movimento de indignados contra as nomeações para o Conselho Geral e de Supervisão da EDP, e posteriormente, contra as nomeações para a Administração das Águas de Portugal. Como sempre, cronistas e opinion makers preferem aderir à notícia populista, de carácter sensacionalista que mais facilmente encontra revolta nos corações dos portugueses. Primeiro, foi um escândalo. Eduardo Catroga e Paulo Teixeira Pinto eram boys. Como tinham participado respectivamente na elaboração do programa do PSD e nas negociações com a Troika e com a proposta de revisão constitucional, foram imediatamente trucidados em público. Depois, quando alguém decidiu informar a cartilha de indignados que afinal eles até já participavam em mandatos anteriores do Conselho Geral e de Supervisão da EDP os ânimos esmoreceram-se. Mas rapidamente engendrou-se outro pretexto. Vieram então as virgens ofendidas dizer que Catroga recebia demais, 45 mil euros mensais, veja-se lá! As pessoas tendem a ignorar que o salário auferido não será pago pelo Estado… Aliás, cito:

“50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais” – Eduardo Catroga

É verdade que é gritante a discrepância entre os salários baixos em Portugal e este. Todavia, o país insiste em não compreender o que é fait-diver do que é estrutural, a atender ao que é prioritário em detrimento do que é acessório. António Capuchos surgiu com um argumento brilhante, de que este salário se reflectiria na factura de electricidade. Ora, se o conselheiro de estado soubesse minimamente de política enérgica saberia duas coisas: 1) que a EDP foi alienada e que caminhamos para um mercado livre e pluralista, sendo que o consumidor pode deixar de consumir da EDP a qualquer momento 2) que a factura da EDP tem este preço porque se tem subsidiado maniacamente as renováveis sem se impor metas e riscos para os privados (50% da factura da electricidade é subsídio às renováveis).

    Quantos aos administradores recentemente nomeados para a AdP, temo que de facto haja um conflito de interesses. Acredito que os autarcas tenham experiência acumulada e currículo para ocupar estas funções, mas quando são presidentes de municípios que estão altamente endividados e o credor é as Águas de Portugal, suspeito não ser possível salvaguardar os interesses de todos.

    2. Felizmente a época maçónica perdeu ânimo. Entrincheiraram-se posições por todo o lado. Uns aclamavam guerra aos maçons, afirmando a necessidade de declararem um registo de interesses; outros argumentavam a favor da privacidade dos deputados. É importante escrutinar estas dinâmicas de poder, quer dentro dos partidos, quer dentro das empresas. Todavia, nada disto interessa ao país. Efectivamente o folclore maçónico contrastou em muito com o que foi a completa passividade com que os jornalistas aceitaram a privatização da EDP, as conversas na Concertação Social ou as decisões cimeiras europeias. Não há debate em Portugal, não se aprende com estudos científicos nem experiências internacionais, continuamos a insistir em dissidir uns dos outros pela demarcação ideológica. Obviamente que as grandes decisões de Estado raramente saem perscrutadas e compreendidas.

    3. Recentemente a agência Standard & Poor’s cortou os ratings de Portugal, Espanha, França, Itália entre outros países. Clamaram-se vozes contra, desordenadas, ambíguas e pouco convictas. Afirmaram lugares comuns – “ataques especulativos dos EUA” – e não realçaram a necessidade premente de uma federação europeia política e económica. Ainda assim, a Espanha foi aos mercados com juros relativamente baixos o que já indica que os investidores europeus já pouco querem saber de ratings descredibilizados, intuídos por uma agenda política oculta.

Nota final: Uns chamam de Pacto de Agressão outros o Pacto de Salvação, mas a verdade é que o Pacto da Troika tornou-se no Pacto Olvidado nestes últimos meses.


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